
Enf_Patol
sábado, 12 de junho de 2010
Disidrose

Esôfago de Barrett

Erisipela

sexta-feira, 11 de junho de 2010
Desvio de septo nasal

Septo nasal é a estrutura que divide o nariz em duas narinas. Formado por ossos (na sua parte posterior) e cartilagem (na porção anterior), é revestido pelo mesmo tipo de tecido que forra internamente o nariz, conhecido por mucosa nasal. Para a correção do desvio é feita uma cirurgia corretiva com auxílio de anestesia geral. A duração é de algumas poucas horas e a alta é dada no mesmo dia. O período pós-operatório pode levar de 7 a 10 dias pois a região do nariz é altamente vascularizada e sujeita a sangramentos constantes, coágulos e obstruções, mas a cirurgia é muito simples e se tudo der realmente certo em poucos dias o paciente estará curado.
Dacriocistite

A DOENÇA
Dacriocistite é uma infecção do saco nasolacrimal. Ela causa dor, vermelhidão e inchaço sobre o aspecto interno da pálpebra inferior. É geralmente causada por uma obstrução nasolacrimal Geralmente está associada as espécies Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Pseudomonas.
SINAIS E SINTOMAS
• dor, inchaço, vermelhidão sobre o saco lacrimal
• lacrimejamento, febre
• pressionar sobre o saco lacrimal pode expulsar pus através do ponto de drenagem da lágrima
• em casos crônicos, lacrimejamento pode ser o único sintoma.
TRATAMENTO
O tratamento consiste em compressas quentes, descongestionantes nasais e antibióticos tópicos. Se crônico, devem ser obtidas culturas por aspiração.
Celulite

A DOENÇA
Celulite infecciosa é uma inflamação das camadas mais profundas da pele provocada por bactérias (Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e Estafilococos aureus). Não pode ser confundida com a “celulite estética”, que acomete grande parte das mulheres e é causada pelo acúmulo de gordura, principalmente nos quadris e pernas. Apesar de ambas afetarem o tecido celular subcutâneo, têm causas, sintomas e gravidade totalmente diferentes.
Segundo o médico pediatra Luiz Ildegardes, coordenador das regionais da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj), para que ocorra a celulite infecciosa, basta ter uma “porta de entrada” na derme por onde as bactérias estreptococos e estafilococos se introduzem no organismo.
– Normalmente isso ocorre após uma picada de inseto, um arranhão, uma acne ou qualquer outra coisa que cause uma feridinha na pele. Esta infecção pode acometer qualquer lugar do corpo, mas geralmente acontece no rosto e nos membros inferiores – esclarece.
Ele ressalta que a celulite infecciosa deve ser tratada o quanto antes, logo no início. Caso contrário, o paciente pode até morrer. Isso porque, se a doença evoluir e atingir a corrente sangüínea chega à septicemia (infecção generalizada do sangue).
SINTOMAS E TRATAMENTO
Os sintomas da celulite infecciosa são: dores pelo corpo, mancha com ardor, inchaço no local, febre, gangliopatia (inflamação nos gânglios) regional e eritema difuso. No tratamento da doença, conforme o médico, é obrigatório o uso de antibiótico sistêmico tipo amoxacilina ou cefalosporina. Além de medicação sintomática para a dor, repouso e boa alimentação.
– Se a celulite infecciosa não for bem tratada pode voltar. Logo nos primeiros sinais da doença, deve-se procurar um médico para iniciar imediatamente o tratamento – concluiu.
Diferença: a celulite estética e a infecciosa Lipodistrofia ginóide (fibroedema gelóide – FEG) é o nome científico da “celulite estética”, como é popularmente conhecida. A verdadeira celulite é a infecciosa, que é a doença causada por microorganismos.
Na face: graves complicações. De acordo com o médico Luiz Ildegardes, da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), a celulite infecciosa pode afetar qualquer pessoa, porém, é comum em crianças pequenas e em recém-nascidos, e se torna ainda mais grave quando é facial. Por isso, o médico recomenda que as mães tenham cuidado com arranhões que a própria unha do bebê pode causar no rosto. Além da atenção às picadas de inseto.
– A celulite infecciosa facial é potencialmente mais grave porque tende a evoluir para uma meningite ou uma complicação ocular – ressalta o especialista.
Câncer de Vulva

A DOENÇA
O câncer de vulva representa 4% dos tumores ginecológicos malignos e ocorre predominantemente em mulheres acima dos 50 anos.
Os fatores de risco para o câncer de vulva são:
- Papilomavirus humano (HPV)
- Vulvite crônica
- Cobdiloma acuminado
SINAIS E SINTOMAS
O principal sintoma é o prurido (coceira) vulvar associado com ardência e dispareunia (dor na relação sexual). Nos casos mais avançados, pode haver ulcerações (feridas) com ou sem infecção superposta, sendo que a dor é rara.
DIAGNÓSTICO
O câncer de vulva, bem como suas lesões precursoras, são diagnosticados pelo exame ginecológico periódico, com inspeção vulvar a olho nu ou com colposcópio (aparelho que aumenta a imagem), teste de Collins (no qual coram-se as lesões suspeitas com o azul de toluidina) e do ácido acético, e pela biópsia de todas as lesões suspeitas.
TRATAMENTO
O tratamento das pacientes portadoras de câncer de vulva é cirúrgico. A cirurgia convencional é a vulvectomia radical com linfadenectomia inguinocrural. Atualmente tem-se dado preferência à cirurgia parcial (ressecção cirúrgica mais conservadora) nos estágios mais iniciais da doença, dependendo do tipo histológico, da extensão tumoral local e do comprometimento dos linfonodos (gânglios) regionais.
A radioterapia é realizada nos casos em que os gânglios inguinais estão comprometidos.