quarta-feira, 19 de maio de 2010

Abscesso Pulmonar




A DOENÇA

Coleção localizada de material purulento em cavidade neoformada do parênquima pulmonar, com necrose de tecido causada por germes piogênicos. Pode acompanhar-se de empiema pleural.
Predomina em homens (3:1), na faixa etária entre 30 a 50 anos, em camadas populacionais mais pobres, em virtude de precários hábitos de higiene.

CAUSAS

  • Forma aspirativa - A partir de material séptico proveniente da boca e/ou vias respiratórias superiores, esôfago ou estômago.
  • Forma obstrutiva - Tumores endobrônquicos, corpo estranho, tampões mucosos brônquicos, compressões brônquicas extrínsecas (linfonodos, aneurismas, cistos).
  • Pós-pneumônico (Klebsiella e estafilococos).
  • Via hematogênica - Septicemia bacteriana, embolia pulmonar com infarto, manipulação do sistema genitourinário.
  • Por contiguidade - Extensão do processo inflamatório infradiafragmático ( abscesso subfrênico, abscesso hepático).
  • Trauma torácico - Contusões, hematomas.
  • Outras causas - sequestro pulmonar, cisto brônquico, cisto hidático, pneumatocele, bolhas subpleurais.
SINAIS E SINTOMAS

  • Febre, calafrios, sudorese, mal-estar, astenia.
  • Dor pleurítica, dispnéia, taquipnéia.
  • Tosse (inicialmente seca, a seguir produtiva).
  • Expectoração purulenta com odor fétido (vômica)
  • halitose. Hemaptise. Baqueteamento digital.
  • sinais estetoacústicos de condesação ou de cavidade pulmonar, dependendo da fase evolutiva do abscesso.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

  • Carcinoma brônquico escavado
  • Bronquiectasia. Tuberculose
  • Empiema com fistula broncopleural
  • Micose pulmonar (actinomiose, nocardiose)
EXAMES COMPLEMENTARES

  • Rx do tórax
  • Hemograma
  • Exame bacteriólogico do escarro
  • Cultura do escarro
  • Broncoscopia com levado broncoalveolar
  • Hemocultura
COMPLICAÇÕES

  • Abscesso cerebral. Meningite
  • Empiema. Pneumatórax
  • Hemoptise maciça
  • Fístula broncopleural
TRATAMENTO

  • Benzilpenicilina
  • Clindamicina
  • Duração do tratamento - 4 semanas, no mínimo.

Abscesso Cerebral


A DOENÇA

Coleção intratecal, encapsulada, de material purulento.
Pode se originar de extensão direta de uma infecção do crânio (osteomeolite, mastoidite, sinusite, empiema subdural), decorrente de ferimento cerebral penetrante ou por disseminação hematógena de bactérias, fungos ou protozoários localizados em outras regiões (endocardite infecciosa, bronquiectasia infectada, cardiopatia congênita com shunt da direita para a esquerda, uso endovenoso de drogas).
Inicia com um processo inflamatorio em uma área do cérebro seguido de necrose e encapsulamento por células gliais e fibroblastos.

A CAUSA

  • Bactérias anaeróbias e aeróbias (Streptococcus viridans; Bacteroides fragilis; E. coli; Staphylococcus aureus, Klebsiella, Pseudomonas aeruginosa, Diplococcus pneumaniase)
  • Fungos (Aspergillus, Candida albicans)
  • Toxoplasma gondii
  • Cisticercos

FATORES DE RISCO

  • Endocardite infecciosa
  • Broquiectasias infectadas
  • Cardiopatia congênita com shunt de direita para esquerda
  • Otite média crônica
  • Craniotomia
  • Furunculose
  • Osteomeilite
  • Próteses infectadas

SINAIS E SINTOMAS

  • Febre, calafrios
  • Cefaléia
  • Convulsões
  • Manifestações neurológicas focais
  • Manifestações de hipertensão intracraniana
EXAMES COMPLEMETARES

  • Hemograma - Leucocitose
  • Rx sinples de crânio - Pode não evidenciar o abscesso
  • TC ou RM - Geralmente identificam o abscesso
  • Punção lombar - Só deve ser realizada após estudo tomográfico
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

  • Tumor cerebral (primario ou metastático)
  • Doença cerebrovascular
  • Meningite cônica
  • Empiema subdural
COMPROVAÇÃO DIAGONOSTICA

  • Dados clínicos + exames de imagem
  • Identificação do agente infectante em casos selecionados